Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta sexta-feira (22/05), na Sala do Consistório, no Vaticano, os participantes da conferência internacional "Preservar vozes e rostos humanos".
Promovida pelo Dicastério para a Comunicação em colaboração com o Dicastério para a Cultura e a Educação e a Fundação São João XXIII, a conferência realizou-se na terça-feira, 21 de maio, na Pontifícia Universidade Urbaniana, em Roma, por ocasião do 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais
"Como estudiosos e especialistas versados em comunicação digital, a preocupação de vocês com o futuro da humanidade os trouxe a Roma para refletir sobre a alfabetização midiática e digital", disse Leão XIV no início de seu discurso.
Ao participarem desta iniciativa, cada um de vocês contribuiu com seus dons e talentos para o futuro da humanidade nesta era de crescimento tecnológico exponencial, uma questão particularmente importante para a missão da Igreja.
A seguir, o Papa citou um trecho do Decreto Inter Mirifica, sobre os meios de comunicação social, que deu origem ao Dia Mundial das Comunicações Sociais. Ele nos lembra que a Igreja foi "fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo para levar a salvação a todos os homens, e por isso mesmo obrigada a evangelizar". "A principal preocupação da Igreja foi e continua sendo a salvação eterna de cada pessoa humana: para "que eles conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e aquele que tu enviaste, Jesus Cristo".
De acordo com o Papa, "este desejo de que “todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” deve, portanto, nortear não apenas nossas decisões e ações, mas também o uso e a direção dados aos meios de comunicação, à tecnologia digital e à inteligência artificial, a fim de garantir que esses instrumentos sejam colocados a serviço autêntico da humanidade".
Como demonstram, infelizmente, a promoção desenfreada e a implementação da tecnologia em detrimento da dignidade humana e o dano causado quando chatbot e outras tecnologias exploram nossa necessidade de relações humanas, estamos vivendo um eclipse do sentido do que significa ser humano. Portanto, torna-se ainda mais necessário resgatar a compreensão do verdadeiro significado e da grandeza da humanidade, tal como idealizada por Deus. É nesse sentido que o desafio que enfrentamos atualmente “não é tecnológico, mas antropológico”, e espero que a Carta Encíclica, a ser publicada em breve, contribua para responder a esse desafio.
O Papa disse estar "convicto de que somente através da contemplação de Cristo, o Verbo Encarnado, podemos não só redescobrir uma visão correta de Deus, mas também chegar a compreender a verdade da humanidade" e "isso deve ser levado em consideração quando discutimos as implicações da tecnologia digital e o papel da Igreja nas comunicações sociais".
"Esta nem sempre é uma tarefa fácil, mas fomos chamados a levar a luz de Cristo ao mundo, iluminando todas as dimensões da atividade humana. Como poderíamos não fazê-lo em nossos dias, especialmente diante de um tema tão difundido na sociedade?" Perguntou o Papa.
Consequentemente, a Igreja sente-se no dever de contribuir para o esforço de planejar e introduzir a alfabetização nos meios de comunicação, na informação e na inteligência artificial nos sistemas educacionais. Desta forma, pode ajudar a garantir que as pessoas adquiram capacidades de pensamento crítico e que as tecnologias contribuam para a salvação daqueles que as utilizam.
Leão XIV disse ter certeza de que "todos nós estamos particularmente preocupados com as possíveis consequências do uso da tecnologia digital e da inteligência artificial, não apenas sobre o desenvolvimento físico e intelectual de crianças e jovens, mas também sobre seu bem-estar espiritual". "A esse respeito, todos, mas especialmente os jovens, “devem ser educados a um uso moderado e disciplinado” dessas tecnologias, com o apoio e a orientação de pais e educadores", disse ainda o Papa, acrescentando:
Além disso, à luz da missão da Igreja e das atuais convicções erradas a respeito de Deus e da pessoa humana, a alfabetização digital deve incluir também uma educação para a verdade sobre Deus e a humanidade. Os jovens, em particular, estão abertos a essa verdade e desejosos de descobrir o sentido da vida. Por isso, devemos ajudá-los a encontrar o Cristo vivo e ensiná-los a integrar o uso da tecnologia num estilo de vida holístico.
Segundo Leão XIV, o tema do uso das novas tecnologias "está no coração da Igreja" que "como Mãe, a Igreja se preocupa com a vida de seus filhos, desejando guiá-los à plena maturidade". "Espero que estas reflexões levem a uma renovada confiança na tecnologia como fruto do gênio humano em harmonia com o projeto criativo de Deus", concluiu o Papa, agradecendo aos participantes da conferência internacional "Preservar vozes e rostos humanos", "pelos seus esforços presentes e futuros".
Fonte: Vatican News
Fotógrafo: Reprodução de imagem Vatican News
O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta sexta-feira (22/05), na Sala do Consistório, no Vaticano, os participantes da conferência internacional "Preservar vozes e rostos humanos".
Promovida pelo Dicastério para a Comunicação em colaboração com o Dicastério para a Cultura e a Educação e a Fundação São João XXIII, a conferência realizou-se na terça-feira, 21 de maio, na Pontifícia Universidade Urbaniana, em Roma, por ocasião do 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais
"Como estudiosos e especialistas versados em comunicação digital, a preocupação de vocês com o futuro da humanidade os trouxe a Roma para refletir sobre a alfabetização midiática e digital", disse Leão XIV no início de seu discurso.
Ao participarem desta iniciativa, cada um de vocês contribuiu com seus dons e talentos para o futuro da humanidade nesta era de crescimento tecnológico exponencial, uma questão particularmente importante para a missão da Igreja.
A seguir, o Papa citou um trecho do Decreto Inter Mirifica, sobre os meios de comunicação social, que deu origem ao Dia Mundial das Comunicações Sociais. Ele nos lembra que a Igreja foi "fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo para levar a salvação a todos os homens, e por isso mesmo obrigada a evangelizar". "A principal preocupação da Igreja foi e continua sendo a salvação eterna de cada pessoa humana: para "que eles conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e aquele que tu enviaste, Jesus Cristo".
De acordo com o Papa, "este desejo de que “todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” deve, portanto, nortear não apenas nossas decisões e ações, mas também o uso e a direção dados aos meios de comunicação, à tecnologia digital e à inteligência artificial, a fim de garantir que esses instrumentos sejam colocados a serviço autêntico da humanidade".
Como demonstram, infelizmente, a promoção desenfreada e a implementação da tecnologia em detrimento da dignidade humana e o dano causado quando chatbot e outras tecnologias exploram nossa necessidade de relações humanas, estamos vivendo um eclipse do sentido do que significa ser humano. Portanto, torna-se ainda mais necessário resgatar a compreensão do verdadeiro significado e da grandeza da humanidade, tal como idealizada por Deus. É nesse sentido que o desafio que enfrentamos atualmente “não é tecnológico, mas antropológico”, e espero que a Carta Encíclica, a ser publicada em breve, contribua para responder a esse desafio.
O Papa disse estar "convicto de que somente através da contemplação de Cristo, o Verbo Encarnado, podemos não só redescobrir uma visão correta de Deus, mas também chegar a compreender a verdade da humanidade" e "isso deve ser levado em consideração quando discutimos as implicações da tecnologia digital e o papel da Igreja nas comunicações sociais".
"Esta nem sempre é uma tarefa fácil, mas fomos chamados a levar a luz de Cristo ao mundo, iluminando todas as dimensões da atividade humana. Como poderíamos não fazê-lo em nossos dias, especialmente diante de um tema tão difundido na sociedade?" Perguntou o Papa.
Consequentemente, a Igreja sente-se no dever de contribuir para o esforço de planejar e introduzir a alfabetização nos meios de comunicação, na informação e na inteligência artificial nos sistemas educacionais. Desta forma, pode ajudar a garantir que as pessoas adquiram capacidades de pensamento crítico e que as tecnologias contribuam para a salvação daqueles que as utilizam.
Leão XIV disse ter certeza de que "todos nós estamos particularmente preocupados com as possíveis consequências do uso da tecnologia digital e da inteligência artificial, não apenas sobre o desenvolvimento físico e intelectual de crianças e jovens, mas também sobre seu bem-estar espiritual". "A esse respeito, todos, mas especialmente os jovens, “devem ser educados a um uso moderado e disciplinado” dessas tecnologias, com o apoio e a orientação de pais e educadores", disse ainda o Papa, acrescentando:
Além disso, à luz da missão da Igreja e das atuais convicções erradas a respeito de Deus e da pessoa humana, a alfabetização digital deve incluir também uma educação para a verdade sobre Deus e a humanidade. Os jovens, em particular, estão abertos a essa verdade e desejosos de descobrir o sentido da vida. Por isso, devemos ajudá-los a encontrar o Cristo vivo e ensiná-los a integrar o uso da tecnologia num estilo de vida holístico.
Segundo Leão XIV, o tema do uso das novas tecnologias "está no coração da Igreja" que "como Mãe, a Igreja se preocupa com a vida de seus filhos, desejando guiá-los à plena maturidade". "Espero que estas reflexões levem a uma renovada confiança na tecnologia como fruto do gênio humano em harmonia com o projeto criativo de Deus", concluiu o Papa, agradecendo aos participantes da conferência internacional "Preservar vozes e rostos humanos", "pelos seus esforços presentes e futuros".
Fonte: Vatican News
Fotógrafo: Reprodução de imagem Vatican News
